Fundamentos
Yoga dos Símbolos
As bases que sustentam a
abordagem
As bases que sustentam a
abordagem
Ferramentas, Práticas & Abordagens
Este trabalho integra conhecimentos simbólicos, contemplativos e tradicionais que, há séculos, investigam a experiência humana, seus ciclos e seus movimentos internos.
O conhecimento é antigo, mas a forma de acessá-lo é contemporânea.
Ferramentas para Autoconhecimento
Ferramentas de autoconhecimento são linguagens simbólicas e práticas contemplativas que auxiliam na observação da experiência humana. Não se trata de técnicas deterministas, dogmas ou misticismos, mas de mapas de observação — cada um oferecendo uma lente diferente para ampliar a percepção, reconhecer padrões e favorecer processos de discernimento e amadurecimento pessoal.
Astrologia Védica (Jyotiṣa)
A Astrologia Védica, ou Jyotiṣa (“aquilo que ilumina”), é um conhecimento tradicional preservado nos textos clássicos da Índia.
Historicamente, foi utilizada para observar os ritmos da natureza e do tempo — apoiando decisões relacionadas a agricultura, rituais, casamentos, viagens e outros momentos significativos da vida.
Com o desenvolvimento de suas aplicações simbólicas, tornou-se também um sistema de leitura da experiência humana, oferecendo chaves para perceber tendências, desafios, potenciais, padrões e direções de vida (dharma).
Seu propósito não é prever um destino fixo, mas ampliar o discernimento, esclarecer possibilidades e apoiar escolhas conscientes, respeitando a autonomia de cada pessoa.
Numerologia Védica
A numerologia utilizada neste trabalho está integrada à tradição da astrologia védica (Jyotiṣa), onde os números são compreendidos como expressões simbólicas de qualidades, ritmos e tendências da experiência humana.
A numerologia oferece uma leitura simbólica que ajuda a reconhecer padrões internos, inclinações naturais, modos de agir e os ritmos que atravessam o ciclo atual da vida.
Nas vivências, ela funciona como um apoio à leitura astrológica, ampliando a percepção sobre a mesma experiência por meio de outra linguagem simbólica — simples, direta e contemplativa.
Jogo Maha Leela
O Maha Leela — também conhecido como Moksha Patam, Snakes & Ladders ou simplesmente Leela/Līlā (“jogo do autoconhecimento” ou “jogo cósmico”) — é um jogo filosófico inspirado em ensinamentos da tradição indiana sobre amadurecimento, ética, ciclos e libertação (moksha).
Embora os tabuleiros conhecidos tenham surgido por volta do século XVII, sua estrutura simbólica se apoia em visões muito mais antigas sobre virtudes, desafios, condicionamentos e estados de consciência.
Cada casa representa um estado experiencial, um aprendizado ou um movimento interno.
Nas vivências, o jogo é utilizado como ferramenta contemplativa, auxiliando no reconhecimento dos ciclos da vida e das dinâmicas que se apresentam no momento.
Tarot Védico
O tarot não tem origem védica. No entanto, abordagens contemporâneas estabeleceram diálogos simbólicos entre seus arquétipos e princípios da filosofia indiana — como elementos, gunas, centros de percepção e processos da consciência.
Nas vivências do Yoga dos Símbolos, utilizo apenas os Arcanos Maiores, acessados de forma simbólica e integrados à psicologia arquetípica e à visão contemplativa.
Seu uso é apenas reflexivo: uma forma de observar movimentos internos do presente.
Práticas Contemplativas & Corporais
Essas práticas são utilizadas de forma direta ou indireta para favorecer presença, integração entre corpo e mente e qualidade de atenção durante as vivências.
Mindfulness (Atenção Plena)
Embora amplamente associado ao budismo, o cultivo da atenção estável é central tanto no Vedānta quanto no Yoga Clássico, descrito por termos como smṛti (lembrança consciente), dhyāna (atenção contínua), viveka (discernimento) e niścala sthiti (quietude interna).
Aqui, é praticado de forma simples e acessível para acalmar a mente, observar emoções e sustentar presença.
Chair Yoga (Hatha Yoga adaptado)
O Chair Yoga (yoga da cadeira) é uma adaptação contemporânea do Hatha Yoga tradicional, desenvolvida para tornar as práticas corporais acessíveis a diferentes corpos e contextos — incluindo mobilidade reduzida, ambientes terapêuticos ou corporativos.
Utiliza movimentos suaves, respiração consciente e mobilidade funcional como preparação para estados de estabilidade e atenção.
Meditação
A meditação tem raízes antigas nos Vedas e no Yoga Clássico, onde é compreendida como um processo gradual de interiorização e estabilização da mente.
Nas vivências, é utilizada de forma guiada, com foco na respiração e na observação interna, favorecendo clareza, introspecção e integração.
Yoga Nidra
O Yoga Nidra é uma prática de relaxamento profundo realizada em um estado limiar entre vigília e sono.
Contribui para a liberação de tensões físicas e emocionais, reorganização mental e acesso a camadas mais sutis da percepção.
Ayurveda
O Ayurveda, sistema tradicional indiano de cuidado com a saúde, oferece princípios para compreender a relação entre corpo, mente, hábitos e ambiente.
Aqui, é utilizado de forma introdutória, especialmente para reconhecer tendências constitucionais e apoiar escolhas que favoreçam equilíbrio no cotidiano.
Abordagens Complementares
Essas abordagens não são aplicadas tecnicamente na vivência, mas inspiram o modo de escuta, observação e compreensão simbólica.
Psicologia Analítica (Jung)
Desenvolvida por Carl Gustav Jung a partir da década de 1910, especialmente após sua ruptura com Freud em 1913. Investiga arquétipos, símbolos, mitos e processos do inconsciente — pessoal e coletivo — como caminhos para ampliação da consciência e individuação.
Oferece uma base para compreender imagens internas, narrativas pessoais e processos de desenvolvimento da psique.
Psicologia Transpessoal
Surgida a partir dos anos 1960, explora estados ampliados de consciência, espiritualidade e desenvolvimento humano integral.
Amplia o horizonte de compreensão de experiências simbólicas e processos de expansão da percepção.
Psicologia Positiva
Formalizada nos anos 1990, investiga forças humanas, propósito, bem-estar e escolhas conscientes.
Complementa o olhar contemplativo com referências contemporâneas da psicologia para apoiar autorreflexão e crescimento pessoal.
Símbolos, sincronicidade e leitura da experiência
No Yoga dos Símbolos, os símbolos são compreendidos como linguagens da experiência humana, que auxiliam na organização da percepção e no reconhecimento de padrões, ciclos e direções.
A leitura simbólica se apoia no princípio da sincronicidade, conforme investigado por Carl Gustav Jung — entendido como a ocorrência de correspondências significativas entre estados internos, símbolos e acontecimentos, sem relação causal direta.
Nesse contexto, os símbolos não determinam respostas nem decisões, mas favorecem processos de clareza, discernimento e autonomia.